Livros com correspondência na Biblioteca Central do Gragoatá(C.G.T.):
-DARNTON, Robert.Os best-sellers proibidos da França pré-revolucionária. São Paulo: Companhia da Letras (1998)
-Soboul, Albert. "Camponeses, sans-culottes e jacobinos." Lisboa, Seara Nova(1974).
-Tocqueville, Alexis de. "O antigo regime ea revolução." São Paulo: Hucitec(1989).
-Gérard, Alice, and Sérgio Joaquim de Almeida. A Revolução Francesa: mitos e interpretações. Perspectiva,
1999.
-Para a lista completa acesse:
http://www.sdc.uff.br/consulta/index.php?page=listaconsulta.BuscaLista&pagina=1
Apoio digital sobre o tema:
Blog:
-http://revolucaoemfranca.blogspot.com.br/
-Filmes e Documentários:
DANTON - O PROCESSO DA REVOLUÇÃO
Ano: 1982
Direção: Andrzej Wajda
Gênero: Drama
País:França/Polônia
CASANOVA E A REVOLUÇÃO
Ano: 1982
Direção: Ettore Scola
Gênero: Drama
País:Itália
MARIA ANTONIETA
Ano: 2006
Direção: Sofia Coppola
Gênero: Drama
País:Estados Unidos
NAPOLEÃO
Ano: 1927
Direção: Abel Gance
Gênero: Drama / Biografia
País:França
A REVOLUÇÃO FRANCESA
Ano: 2005
Direção: Doug Shultz
Gênero: Documentário
País:Estados Unidos
A MARSELHESA
Ano: 1938
Direção: Jean Renoir
Gênero: Drama
País:França
Mitologia da Revolução Francesa e os Símbolos da República:
Marie-Anne
As primeiras imagens de uma mulher com um barrete frígio, alegoria da Liberdade e da República, surgiram durante a Revolução francesa.
A origem da designação Marianne não é conhecida com exatidão. Nome bastante freqüente no século XVIII, Marie-Anne representava o povo. Mas os contra-revolucionários, de forma pejorativa, também chamavam assim à República.
Símbolo de liberdade, o barrete frígio era usado pelos escravos libertos na Grécia e em Roma. Um barrete deste gênero também foi usado pelos marinheiros e remadores das galés no Mediterrâneo e terá sido adotado pelos revolucionários oriundos do Midi.
Durante a 3ª República, multiplicaram-se as estátuas e sobretudo os bustos de Marianne, em particular nas prefeituras. Desenvolveram-se vários tipos de apresentação, conforme fosse privilegiado o caráter revolucionário ou o caráter “sensato” da Marianne: o barrete frígio é por vezes considerado demasiado revoltoso, sendo substituído por um diadema ou uma coroa.
Depois da Liberação da França em 1944, Marianne teve o rosto de algumas atrizes célebres: Brigitte Bardot, Catherine Deneuve, Laetitia Casta e Sophie Marceau. A Marianne aparece igualmente em objetos de grande difusão, como é o caso das moedas e dos selos de correio.
Esta visão foi fornecida pelo website oficial da França,no entanto,existem outras interpretações possíveis sobre a história de Marie-Anne,ou ainda,Marianne.Segue o trabalho de contemporânea,feito pela aluna Larissa de Mello,que aborda o tema:
Segue ainda o artigo de Joessane de Freitas sobre a participação das mulheres na Revolução,incluindo a presença de Marie-Anne:
Emblema nacional da Quinta República, a bandeira tricolor nasceu da reunião, durante a Revolução Francesa, das cores do rei (branco) e da cidade de Paris (azul e vermelho). Atualmente, a bandeira tricolor está presente em todos os prédios púbicos, sendo hasteada na maioria das cerimônias oficiais, sejam elas civis ou militares.
A história da bandeira francesa
Nos primeiros dias da Revolução Francesa, as três cores foram primeiramente reunidas na forma de uma roseta. Em de julho de 1789, pouco antes da tomada da Bastilha, uma grande agitação reinava em Paris. Formou-se uma milícia que portava uma insígnia distintiva, uma roseta bicolor composta das antigas cores de Paris, o azul e o vermelho. Em 17 de julho, Louis XVI foi a Paris para reconhecer a nova Guarda Nacional. Ele exibia então a roseta azul e vermelha, à qual tudo indica que Lafayette, comandante da Guarda, tenha acrescentado o branco real.
A lei de 27 pluvioso do ano II (15 de fevereiro de 1794), faz da bandeira tricolor o pavilhão nacional, precisando, segundo as recomendações do pintor David, que o azul devia ser a cor mais próxima ao mastro.
O século XIX foi o período de enfrentamento entre o branco dos realistas legitimistas e as três cores herdadas da Revolução. A bandeira branca foi novamente alçada durante a Restauração, mas Louis-Philippe retoma a bandeira tricolor, associando-a ao galo gaulês.
Na Revolução de 1848, embora a bandeira tricolor tenha sido adotada pelo governo provisório, foi a bandeira vermelha que o povo tremulou em sinal de revolta nas barricadas.
Na III República, estabeleceu-se progressivamente um consenso em torno das três cores. A partir de 1880, a entrega das bandeiras às forças armadas na festa de 14 de julho torna-se um grande momento de exaltação do sentimento patriótico.
Embora o Conde de Chambord, pretendente ao trono da França, não tenha jamais aceitado a bandeira tricolor, os realistas acabaram associando-se a ela durante a Primeira Guerra Mundial.
A bandeira francesa atualmente
As constituições de 1946 e de 1958 (artigo 2) fizeram da bandeira tricolor o emblema nacional da República.
Atualmente, a bandeira francesa está presente em todos os prédios públicos. Ele é hasteada nas comemorações nacionais e as honras lhe são prestadas de acordo com um cerimonial muito preciso. Quando o Presidente da República se expressa publicamente, a bandeira francesa está muito frequentemente posicionada atrás dele. De acordo com as circunstâncias, vemos igualmente a bandeira europeia ou aquela de outro país.
“Liberdade, Igualdade, Fraternidade”, o lema da França faz parte do nosso patrimônio nacional.
Associadas por Fénelon no final do século XVII, as noções de liberdade, igualdade e fraternidade são largamente divulgadas durante o Iluminismo, no chamado século das Luzes.
O lema “Liberdade, Igualdade, Fraternidade” provém da Revolução francesa: surge nos debates públicos a partir de 1790, antes da proclamação da Primeira República.
Como muitos outros símbolos revolucionários, o lema cai em desuso durante o Império. Reaparece durante a Revolução de 1848, dotado de uma dimensão religiosa: os padres celebravam o Cristo-Fraternidade e benziam as árvores da liberdade que então foram plantadas. Quando foi redigida a Constituição de 1848, o lema “Liberdade, Igualdade, Fraternidade” é definido como um “princípio” da República.
Tratado com indiferença pelo Segundo Império, acaba por se impor durante a 3ª República. Todavia, constatam-se ainda algumas resistências, incluindo as dos partidários da República: a solidariedade é por vezes preferida à igualdade que implica um nivelamento social e também não reúne consenso a conotação cristã que a fraternidade possui.
O lema volta a ser inscrito na fachada dos edifícios públicos por ocasião da celebração do dia 14 de Julho de 1880. Está consagrado nas Constituições de 1946 e 1958 e é atualmente parte integrante do nosso patrimônio nacional. Vamos encontrá-lo em objetos de grande difusão, como é o caso das moedas e dos selos de correio.







