segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Continuação...


Livros com correspondência na Biblioteca Central do Gragoatá(C.G.T.):


                                                   
                                                           
-DARNTON, Robert.Os best-sellers proibidos da França pré-revolucionária. São Paulo: Companhia da Letras (1998)


                                                                


-Soboul, Albert. "Camponeses, sans-culottes e jacobinos." Lisboa, Seara Nova(1974).

                                                    


-Tocqueville, Alexis de. "O antigo regime ea revolução." São Paulo: Hucitec(1989).

                                                       


-Gérard, Alice, and Sérgio Joaquim de Almeida. A Revolução Francesa: mitos e interpretações. Perspectiva, 
1999.


-Para a lista completa acesse:

http://www.sdc.uff.br/consulta/index.php?page=listaconsulta.BuscaLista&pagina=1



Apoio digital sobre o tema:

Blog:

-http://revolucaoemfranca.blogspot.com.br/

-Filmes e Documentários:

DANTON - O PROCESSO DA REVOLUÇÃO
Ano: 1982
Direção: Andrzej Wajda
Gênero: Drama
País:França/Polônia


CASANOVA E A REVOLUÇÃO
Ano: 1982
Direção: Ettore Scola
Gênero: Drama
País:Itália


MARIA ANTONIETA
Ano: 2006
Direção: Sofia Coppola
Gênero: Drama
País:Estados Unidos


NAPOLEÃO
Ano: 1927
Direção: Abel Gance
Gênero: Drama / Biografia
País:França


A REVOLUÇÃO FRANCESA
Ano: 2005
Direção: Doug Shultz
Gênero: Documentário
País:Estados Unidos



A MARSELHESA
Ano: 1938
Direção: Jean Renoir
Gênero: Drama
País:França




Mitologia da Revolução Francesa e os Símbolos da República:


Marie-Anne

                                  





As primeiras imagens de uma mulher com um barrete frígio, alegoria da Liberdade e da República, surgiram durante a Revolução francesa.
A origem da designação Marianne não é conhecida com exatidão. Nome bastante freqüente no século XVIII, Marie-Anne representava o povo. Mas os contra-revolucionários, de forma pejorativa, também chamavam assim à República.
Símbolo de liberdade, o barrete frígio era usado pelos escravos libertos na Grécia e em Roma. Um barrete deste gênero também foi usado pelos marinheiros e remadores das galés no Mediterrâneo e terá sido adotado pelos revolucionários oriundos do Midi.
Durante a 3ª República, multiplicaram-se as estátuas e sobretudo os bustos de Marianne, em particular nas prefeituras. Desenvolveram-se vários tipos de apresentação, conforme fosse privilegiado o caráter revolucionário ou o caráter “sensato” da Marianne: o barrete frígio é por vezes considerado demasiado revoltoso, sendo substituído por um diadema ou uma coroa.
Depois da Liberação da França em 1944, Marianne teve o rosto de algumas atrizes célebres: Brigitte Bardot, Catherine Deneuve, Laetitia Casta e Sophie Marceau. A Marianne aparece igualmente em objetos de grande difusão, como é o caso das moedas e dos selos de correio.


Esta visão foi fornecida pelo website oficial da França,no entanto,existem outras interpretações possíveis sobre a história de Marie-Anne,ou ainda,Marianne.Segue o trabalho de contemporânea,feito pela aluna Larissa de Mello,que aborda o tema:

Segue ainda o artigo de Joessane de Freitas sobre a participação das mulheres na Revolução,incluindo a presença de Marie-Anne:

A Bandeira Tricolor:

                                                           
Emblema nacional da Quinta República, a bandeira tricolor nasceu da reunião, durante a Revolução Francesa, das cores do rei (branco) e da cidade de Paris (azul e vermelho). Atualmente, a bandeira tricolor está presente em todos os prédios púbicos, sendo hasteada na maioria das cerimônias oficiais, sejam elas civis ou militares.

A história da bandeira francesa

Nos primeiros dias da Revolução Francesa, as três cores foram primeiramente reunidas na forma de uma roseta. Em de julho de 1789, pouco antes da tomada da Bastilha, uma grande agitação reinava em Paris. Formou-se uma milícia que portava uma insígnia distintiva, uma roseta bicolor composta das antigas cores de Paris, o azul e o vermelho. Em 17 de julho, Louis XVI foi a Paris para reconhecer a nova Guarda Nacional. Ele exibia então a roseta azul e vermelha, à qual tudo indica que Lafayette, comandante da Guarda, tenha acrescentado o branco real.
A lei de 27 pluvioso do ano II (15 de fevereiro de 1794), faz da bandeira tricolor o pavilhão nacional, precisando, segundo as recomendações do pintor David, que o azul devia ser a cor mais próxima ao mastro.
O século XIX foi o período de enfrentamento entre o branco dos realistas legitimistas e as três cores herdadas da Revolução. A bandeira branca foi novamente alçada durante a Restauração, mas Louis-Philippe retoma a bandeira tricolor, associando-a ao galo gaulês.
Na Revolução de 1848, embora a bandeira tricolor tenha sido adotada pelo governo provisório, foi a bandeira vermelha que o povo tremulou em sinal de revolta nas barricadas.
Na III República, estabeleceu-se progressivamente um consenso em torno das três cores. A partir de 1880, a entrega das bandeiras às forças armadas na festa de 14 de julho torna-se um grande momento de exaltação do sentimento patriótico.
Embora o Conde de Chambord, pretendente ao trono da França, não tenha jamais aceitado a bandeira tricolor, os realistas acabaram associando-se a ela durante a Primeira Guerra Mundial.

A bandeira francesa atualmente

As constituições de 1946 e de 1958 (artigo 2) fizeram da bandeira tricolor o emblema nacional da República.
Atualmente, a bandeira francesa está presente em todos os prédios públicos. Ele é hasteada nas comemorações nacionais e as honras lhe são prestadas de acordo com um cerimonial muito preciso. Quando o Presidente da República se expressa publicamente, a bandeira francesa está muito frequentemente posicionada atrás dele. De acordo com as circunstâncias, vemos igualmente a bandeira europeia ou aquela de outro país.


Liberté,Égalité,Fraternité



                                                                           
“Liberdade, Igualdade, Fraternidade”, o lema da França faz parte do nosso patrimônio nacional.
Associadas por Fénelon no final do século XVII, as noções de liberdade, igualdade e fraternidade são largamente divulgadas durante o Iluminismo, no chamado século das Luzes.
O lema “Liberdade, Igualdade, Fraternidade” provém da Revolução francesa: surge nos debates públicos a partir de 1790, antes da proclamação da Primeira República.
Como muitos outros símbolos revolucionários, o lema cai em desuso durante o Império. Reaparece durante a Revolução de 1848, dotado de uma dimensão religiosa: os padres celebravam o Cristo-Fraternidade e benziam as árvores da liberdade que então foram plantadas. Quando foi redigida a Constituição de 1848, o lema “Liberdade, Igualdade, Fraternidade” é definido como um “princípio” da República.
Tratado com indiferença pelo Segundo Império, acaba por se impor durante a 3ª República. Todavia, constatam-se ainda algumas resistências, incluindo as dos partidários da República: a solidariedade é por vezes preferida à igualdade que implica um nivelamento social e também não reúne consenso a conotação cristã que a fraternidade possui.
O lema volta a ser inscrito na fachada dos edifícios públicos por ocasião da celebração do dia 14 de Julho de 1880. Está consagrado nas Constituições de 1946 e 1958 e é atualmente parte integrante do nosso patrimônio nacional. Vamos encontrá-lo em objetos de grande difusão, como é o caso das moedas e dos selos de correio.


terça-feira, 8 de outubro de 2013


Segue o primeiro tema de postagem: A Revolução Francesa.

Tópico:
1-A crise do Antigo Regime e a Revolução Francesa
 
O conceito de Revolução
 
 


Ao longo da vida escolar, ouve-se diversas vezes falar em revolução. De acordo com a grade curricular estabelecida pelo MEC, a primeira vez que o aluno tem contato com o termo, na área de História, é através da conceituação de Gordon Childe sobre o movimento de sedentarização dos antigos povos nômades na “pré-história”, com a chamada “Revolução Neolítica”. 
Com o passar dos anos e das matérias, percebe-se que a palavra Revolução em verdade se refere a um processo, um movimento e que sua cunhagem pode ser atribuída a episódios diferentes, antagônicos e mesmo duvidosos. Comparar a “Revolução Neolítica” e a “Revolução Francesa”, por exemplo, pode tornar complexo e confundir o uso desse termo tão abrangente. Para que possamos compreender o processo conhecido como Revolução Francesa iremos nos aprofundar um pouco mais na utilização deste vocábulo.  
As origens da palavra “revoluçãoremontam ao Renascimento – séculos XIV-XVI, aproximadamente –elaborada pelas ciências naturais para designar o movimento cíclico dos astros e estrelas ao redor do sol. Com o passar do tempo, as ciências humanas incorporaram o termo para o uso político com o mesmo significado citado, ou seja, a revolução seria o retorno a ordem política vigente após períodos de conturbações políticas e possivelmente sociais. Um bom exemplo são as ditas “Revoluções Inglesas”, marcadas por uma intensa conturbação político-social, que, ao serem solucionadas, apresentam novamente a monarquia - ainda que sem poder executivocomo forma de governo. 
A partir do século XVII, esse vocábulo sofre uma alteração semântica e passa a ser concebido também como um movimento de ruptura com a ordem anterior de um determinado país ou de uma determinada nação. 
De acordo com o dicionário Michaelis, o termo “Revolução” tem 22 possíveis interpretações: 
 
1 Ato ou efeito de revolver (o que estava sereno). 2 Ação ou efeito de revolucionar-se; revolta, sublevação. 3 Movimento súbito e generalizado, de caráter social e político, por meio do qual uma grande parte do povo procura conquistar, pela força, o governo do país, a fim de dar-lhe outra direção. 4 Mudança completa; reforma, transformação. 5 Mudança violenta nas instituições políticas de uma nação. 6 Modificação em qualquer ramo do pensamento humano, abandonando idéias, sistemas e métodos tradicionais para adotar novas técnicas: Revolução literária, artística, industrial. 7 Sistema de opiniões hostis ao passado e pelas quais se procura uma nova ordem de coisas, um futuro melhor. 8 Perturbação moral; indignação, agitação. 9 Med Movimento total de um órgão; movimento anormal dos humores orgânicos. 10 Impressão funda que qualquer ato da vida social de um povo causa no espírito dos cidadãos. 11 Acontecimentos naturais que perturbaram e mudaram a face ou constituição do globo. 12 Todo fato, cataclismo, fenômeno ou grupo de fenômenos que tem por fim alterar a constituição física de certo terreno ou região considerável. 13 Fís Movimento de um móvel que, percorrendo uma curva fechada, torna a passar sucessivamente pelos mesmos pontos. 14 Estado de uma coisa que se enrola, se revolve ou gira sobre si mesma. 15 pop Remoinho nos cabelos. 16 Náusea, repulsa, nojo. 17 Agr Tempo que medeia entre um corte de arvoredo e outro corte no mesmo talhão. 18 Astr Tempo que um astro gasta para descrever o curso de sua órbita. 19 Volta completa de um objeto que gira ao redor de um ponto ou de um eixo. 20 Astr Volta periódica de um astro ao seu ponto de partida. 21 Geom Movimento suposto de um plano em volta de um dos seus lados, para gerar um sólido. 22 Mec Giro completo do eixo de um motor ou de qualquer peça em movimento giratório. R. sideral: retorno de um astro ao mesmo ponto do céu.” 
 
É possível reparar que o uso semântico original de revolução é reportado para o final do texto e que são muitas interpretações cabíveis, com isso um questionamento surge: será que a razão para tamanha importância das revoluções e diversas interpretações se dá somente no campo semântico?  
A repetição de fenômeno revolucionários políticos é algo muito presente na história e, por essa razão, muito se fala sobre revolução. Mas a partir da revolução francesa é possível perceber a proporção que uma “revolução” pode tomar, para além de simples mudanças. Se tomarmos como base que revolução é uma transformação, aceitaremos pacificamente que qualquer transformação na sociedade é uma revolução, qualquer mudança política é uma revolução. No entanto o sociólogo Jeff Goodwin especifica a diferença de quaisquer transformações para as “verdadeiras” revoluções: "revoluções implicam não apenas em mobilização de massa e mudança de regime, mas também mais ou menos rápidas e fundamentais mudanças sociais, econômicas e culturais, durante ou logo após a luta pelo poder do Estado.” ¹ 




Texto I:


O texto um se refere a uma resenha feita pela professora Maria Tereza Sadek a respeito da idéia de revolução formulada pela filósofa Hannah Arendt,no qual é exposto a importância na mudança da concepção de revolução trazida pela revolução francesa.Este texto foi escolhido para pensarmos um conceito muitas vezes já banalizado e intrinsecamente aceito pela maioria das pessoas:Revolução.Admiti-se aqui a idéia de subjetividade da escolha da definição do conceito,reiterando a existência de diversas definições partindo de filósofos,sociólogos,antropólogos e historiadores.
Pretende-se expor alguns deles no primeiro tópico.


Texto II:


Apresentação da resenha:
A resenha refere-se ao livro Os Best-Sellers proibidos da França Pré-revolucionária, de Robert Darnton.Conhecido por seguir a linha da história social e cultural,o autor foge das interpretações tradicionais da frança pré-revolucionária,a partir de “fatos” e  “personagens” históricos importantes e reiteradamente estudados nas análises consagradas.
Sua abordagem segue a ótica da historiografia sócio-cultural e  apresenta as formas de comunicações prevalecentes e os conteúdos das comunicações na França pré-revolução.É sabido que idéias teoricamente libertárias já pairavam sobre algumas mentes “esclarecidas” na região,mentes estas solapadas por um iluminismo crescente na Europa e na França.
Por meio do livro,RobertDarnton analisa mais profundamente o conteúdo das publicações proibidas por seu caráter “iluminado”,antes mesmo do processo revolucionário,analisando suas influências e percepções a cerca das produções.
No entanto,cabe citar que este link se apresenta em forma de resenha feita por Milton Pimentel Martins,portanto,contendo impressões pessoais do autor.O livro “Os best-sellers proibidos da França pré-revolucionária”,de Robert Darnton,possui dois exemplares na Biblioteca Central do Gragoatá e está intimamente ligado à crise do Antigo Regime e a França pré-revolucionária,servindo como leitura complementar ao primeiro tópico da ementa de conteúdos de história contemporânea I.

Texto III


O texto III se insere no contexto do antigo regime.Talvez de ínicio não haja uma clara percepção de sua relação com a crise do antigo regime.Porém,se entendermos o iluminismo como um catalisador dos processos revolucionários,poderemos aceitar o artigo de Paulo Piva  e Fabiana Tamizari.O artigo nos demonstra uma perspectiva feminina presente no iluminismo que pouco é falado.Madame Du Châtelet,muitas vezes apresentada como amante de Voltaire,seria compreendida também como uma iluminista.Sua filosofia a cerca da felicidade é trazida neste artigo interessantíssimo que quebra o paradigma masculino do Iluminismo.No entanto,vale citar que uma presença feminina não descaracteriza o movimento iluminista como um movimento em que seus principais expoentes eram figuras masculinas como Diderot,Rousseau,Montesquieu e outros.Para além de Madame Du Châtelet,os autores nos fornecem alguns dos valores e anseios das mulheres na frança Pré-Revolucionária.Talvez influenciado por Voltaire,um dos filósofos iluministas mais crítico a igreja,Châtelet "ousou" lançar nova interpretação bíblica vinculadas a mitos e narrações exacerbadas,fundamentadas em críticas ideológicas.
O texto III é um prato cheio para o universo feminino da frança Pré-revolucionária,a noção de felicidade vinculada ao amor e ao estudo faz com que Châtelet nos venda uma outra idéia sobre as mulheres do século XVIII.


Continua...

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Bem vindos ao blog de História Contemporânea I

Olá alunos!Este blog faz parte do projeto de monitoria de história contemporânea I,matéria vinculada a Profª Drª Márcia Menendes Motta.Tem por objetivo o ampliamento dos conteúdos do programa fornecido pela mesma, reconhecendo a impossibilidade de sua ampliação em sala de aula pela limitação temporal do semestre.Para além do fornecimento de novas abordagens históricas com a utilização de historiografias complementares o que facilita o aprendizado e o aprimoramento do senso crítico,o blog trata também do fornecimento dos textos da historiografia consagrada e dos modos possiveis de obte-los.
Ao longo do semestre serão disponibilizados links úteis para a formação de vocês como educadores e como profissionais da história.

Sejam bem-vindos!